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Roland Barthes isola, em Fragmentos de um Discurso Amoroso, oitenta figuras – oitenta cenas de linguagem que integram o discurso amoroso. Não se trata de palavras isoladas, mas rajadas abruptas de linguagem que assaltam o apaixonado. É o discurso amoroso em acção ou, nas palavras de Barthes, “é o apaixonado no trabalho”.

L-O-V-E parte deste mapa – labirinto para arriscar uma configuração do discurso amoroso. Ou várias possíveis configurações que sucessivamente se destroem umas às outras. Tentativas e erros até à eventual destruição do discurso ou à latência no corpo. Ou ao silêncio. Como na história dos amores.

Estafado pela literatura, pela música e pelo cinema e desacreditado pelo pensamento contemporâneo e pela criação artística mais experimental, o discurso amoroso oscila entre a vocação de grande paradigma da existência e a vulgarização pela repetição exaustiva. Todos procuramos esse amor das grandes narrativas, mas ainda podemos dizer “eu amo-te” sem que isso seja uma citação?

L-O-V-E tenta. Como Barthes, tenta fixar o esforçar do apaixonado na tentativa – inglória? – de fazer sentido. Ginástica discursiva.

(Alfredo Martins)

“É POIS
UM APAIXONADO
QUE FALA
E DIZ:”


ideia original e interpretação Paula Diogo co-criação Alfredo Martins e Paula Diogo espaço cénico F. Ribeiro desenho de luz Daniel Worm  música Gui Garrido apoio à dramaturgia Linda Dalisi/IT fotografia Luís Martins produção Má-Criação

apoio financeiro Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Programa Gulbenkian de Língua e Cultura Portuguesas – Concurso de Apoio à Criação parceiros ZDB, O Espaço do Tempo, Mala Voadora e Alkantara.

ESTREIA

NEGÓCIO/ZDB (Lisboa), Julho 2015

CIRCULAÇÃO

Mala Voadora (Porto), Julho 2015

Matucana 100 (Santiago CH), Julho 2017

Teatro Auditorium (Mar del Plata AR), Julho 2017

Teatro do Instituto Cultural Brasil-Alemanha (Salvador da Bahia BR), Agosto 2017

Festival Y (Castelo Branco), Outubro 2019

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