Aurora é o momento entre a noite e o dia, o período de luz em que o Sol ainda não se levantou e em que tudo é iluminado de forma difusa, numa tensão entre escuridão, sombra e luz. É o momento que ainda não é. Mas é sempre um recomeço.
AURORA (ou LIVRO) é uma performance que se faz parcialmente de olhos fechados. A peça estrutura-se como uma série de recomeços, entre tentativas de escrever, ler, falar, encontrar as palavras certas para comunicar, construir paisagens ou partilhar memórias.
Às vezes, o que aparece não é necessariamente aquilo que seria para mostrar, ou aquilo que chamaria a atenção do espectador. Há uma proximidade e uma familiaridade com os corpos e as vozes dos atores que fazem com que a teatralidade fique muitas vezes diluída. O público tem de escolher o que ouvir ou ver. Como se, por vezes, os performers quisessem dizer: queremos que oiças isto — e, noutras, lhes interessasse mais perguntar: o que é que tu ouves disto?
Uma das propostas ao longo do espetáculo é que os espectadores abram e fechem os olhos, como um mecanismo de jogo, pensando que, a certa altura, ter os olhos abertos ou fechados pode afinal deixar de ser importante.
Este é um projeto desenvolvido em diálogo com grupos de população cega e/ou de baixa visão em Viseu, Coimbra e Torres Vedras. A performance tem uma forte componente sonora e pretende colocar público cego e/ou de baixa visão e público normo-visual a conversar. Todas as apresentações têm também introdução acessível para público cego.
direção e criação Paula Diogo co-criação João Lopes Pereira e Renato Linhares intérpretes João Lopes Pereira, Paula Diogo (em rotatividade com Márcia Lança) e Renato Linhares apoio dramatúrgico Mariana Ricardo olhares exteriores Joana Gomes e Márcia Lança desenho de luz Wilma Moutinho operação em Torres Vedras Catarina Côdea desenho de som Suse Ribeiro música original João Lopes Pereira em diálogo com Mariana Ricardo e Yaw Tembe registo video e styling Masako Hattori espaço (construção e montagem) Emanuel Santos fotografia João Tuna gestão de projeto Paula Diogo e Daniela Ribeiro produção executiva Ricardo Arenga e Má-Criação co-produção Má-Criação e Teatro Viriato residências Alkantara, Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira, TAGV, Teatro-Cine de Torres Vedras e Teatro Viriato apoio ao desenvolvimento apap – FEMINIST FUTURES: projeto cofinanciado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia, Dançando com a Diferença e Fundação Calouste Gulbenkian apoio a ensaios Fundação Centro Cultural de Belém, O Rumo do Fumo e Polo Cultural Gaivotas | Boavista apoio República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/DGArtes – Direção Geral das Artes
agradecimentos ACAPO Coimbra, Alex Cassal, Ângela Rocha, Celsa Santos, Diogo Peres, Gabinete de Apoio à Deficiência Visual (Torres Vedras), Henrique Amoedo, Inês Oliveira, Jacopo Lantieri, João Estrela, Manuela Silva, Maria João Machado, Olga Magalhães, Patrícia Costa, Ricardo Meireles, Sara Fonseca da Graça, Sara Lourenço, Silke Bake, Silvia Iroldi, Valentina Garcia e Zé Luís
ESTREIA
Teatro Viriato, Viseu PT, Março 2026
CIRCULAÇÃO
Teatro-Cine de Torres Vedras, Torres Vedras PT, 2026
TAGV Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra PT, 2027
CEA Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira, Moita PT, 2027
Teatro Aveirense, Aveiro PT, 2027







