Este ano passou numa corrida desabalada através de incêndios, golpes, escândalos, perdas e até vitórias — tanto mais preciosas e marcantes por parecerem tão raras. Da nossa parte, acabamos sempre por nos surpreender com a quantidade de pequenas conquistas que continuam a acontecer apesar da precariedade. Foram criações, digressões, encontros, publicações, residências e workshops nos quais continuámos a descobrir pessoas e a entusiasmar-nos mutuamente: oásis de desaceleração e de conexão em meio a uma força centrífuga crescente. (…)
VER +
CategoryNOTÍCIAS
Uma trinca na sandes da realidade. Quatro viajantes profissionais visitam um território desconhecido, habitado por personagens que não são exactamente quem imaginamos que são quando os encontramos pela primeira vez. Uma escavação delicada através dos estratos geológicos de uma cidade, trazendo à superfície lendas urbanas, desejos inconfessados, paisagens sonoras, memórias enterradas e histórias reais. Uma aposta de alto risco na curiosidade e na empatia. (…)
VER +
A estrutura Causas Comuns propôs um ciclo de oficinas com artistas e estruturas convidadas, dedicado à partilha de processos criativos nas artes performativas, como um espaço de reflexão, afeto e contágio entre pares e públicos. Uma tentativa de descobrirmos quem somos a partir do que fazemos. (…)
VER +
Um hotel que no momento que se faz check-in já está a se fazer o checkout. Corredores com portas lado a lado a lado a lado que vão se encontrar no infinito, café da manhã estilo continental servido à beira da piscina. Pode-se ficar na suite Stanley Kubrick, um quarto com um chão iluminado e falsos móveis franceses do século XVII, um monólito negro diante da cama. Quem passar uma noite neste quarto acordará muitos anos mais jovem. É por isso que se chama HOTEL PARADOXO. (…)
VER +
Quando eu era criança os planetários funcionavam com um projetor analógico no centro da sala, um equipamento que parecia uma nave alienígena fantástica prestes a descolar para uma viagem rumo ao desconhecido. Com o tempo, esses projetores foram sendo substituídos por versões digitais, mais discretas e embutidas nas paredes. Mas os planetários continuam basicamente os mesmos: são uma heterotopia, um lugar que contém outros lugares. (…)
VER +
No dia 5 de setembro às 18h00 no Alkantara, CELESTIAL BODIES abriu as portas do seu universo ao público, com um convite para o encerramento da residência pequenos atos. A residência juntou as artistas da plataforma itinerante Celestial Bodies – Aru Ray Tormann, Ellen Vanderstraeten, Elsa Mencagli Andersen, Íris Stefanía Skúladóttir, Paula Diogo e Zofia Tomczyk – às artistas portuguesas Ligia Soares, Gaya de Medeiros e Zia Soares. (…)
VER +
pequenos atos é o quinto de uma série de encontros que junta o coletivo internacional CELESTIAL BODIES e artistas sediados em Lisboa.
VER +
Sabíamos que ele era versátil, e ele prova isso mais uma vez: em SHAMPOO [autobiografia do chão], Renato Linhares tira do armário o seu par de patins – e todas as memórias que vêm com eles. Ele, que se aproxima lentamente dos cinquenta anos de vida, mergulha novamente nos seus anos de juventude, nos campeonatos de patinagem, na aprendizagem, nas quedas, na fúria, nos afogamentos, nos acidentes. (…)
VER +
Em 2017 o performer brasileiro Fábio Osório Monteiro, tentando lidar com os desafios financeiros da vida como artista, decidiu tornar-se uma baiana de acarajé. Vestido com o traje completo de baiana, Osório prepara a massa e frita os bolinhos enquanto apresenta uma performance que entrelaça mitos afro-brasileiros e itãs, misturados com elementos autobiográficos. (…)
VER +
“Imagino que se eu fosse um pouco mais como o meu pai, seria capaz de criar este sentimento de comunhão, como se estivéssemos a partilhar comida e bebida. Mas não qualquer comida e bebida, não, é mais como se fôssemos puritanos abstémios de um vilarejo dinamarquês no século XIX convidados a um banquete delicioso e extravagante.” (…)
VER +









