O retorno da audiowalk TERRA NULLIUS ao Rio de Janeiro marca mais de uma década de derivas de Paula Diogo pelo território brasileiro e pela América Latina com projetos como Se uma janela se abrisse e Mundo Maravilha (com o Mundo Perfeito de Tiago Rodrigues), L-O-V-E, O Grande Livro dos Pequenos Detalhes, As Cidades Invisíveis e Aquilo que há-de vir (com a Má-Criação). (…)
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CategoryDIGRESSÕES
A chegada em Aurillac foi no auge do Verão, com a cidade já tomada pelo Festival, muitas pessoas a circularem de um espaço a outro, de uma apresentação a outra. É inevitável topar-se com amigos: Alice Ripoll, Fábio Osório, Catarina Saraiva, os Gob Squad (a Paula depois lamentou não ter feito uma foto para marcar o reencontro duas décadas após a estreia de Kitchen, you never had it so good). (…)
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O coreógrafo e bailarino brasileiro Renato Linhares levou a performance SHAMPOO [autobiografia do chão] ao Festival Internacional de Teatro de Rua de Aurillac, em França, que decorreu de 20 a 23 de Agosto. É sobre rodas que ele conta a sua história, cruzando dança, circo, teatro, patinagem artística e muito movimento ao ritmo de música ao vivo e de ruídos que cria com os objectos inesperados que arrasta. (…)
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Sabíamos que ele era versátil, e ele prova isso mais uma vez: em SHAMPOO [autobiografia do chão], Renato Linhares tira do armário o seu par de patins – e todas as memórias que vêm com eles. Ele, que se aproxima lentamente dos cinquenta anos de vida, mergulha novamente nos seus anos de juventude, nos campeonatos de patinagem, na aprendizagem, nas quedas, na fúria, nos afogamentos, nos acidentes. (…)
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Em 2017 o performer brasileiro Fábio Osório Monteiro, tentando lidar com os desafios financeiros da vida como artista, decidiu tornar-se uma baiana de acarajé. Vestido com o traje completo de baiana, Osório prepara a massa e frita os bolinhos enquanto apresenta uma performance que entrelaça mitos afro-brasileiros e itãs, misturados com elementos autobiográficos. (…)
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Em 2020 TERRA NULLIUS começava a sua caminhada às margens do rio Tejo, sob a sombra das gruas Vigorosa e Poderosa. Hoje, após 4 anos e cidades como Berlim, Amiens, Vila do Conde, Montevidéu, Rio de Janeiro, Torres Vedras e Mérida, volta a encontrar-se com Lisboa, convidando seus caminhantes a olhar para o mundo com olhos húmidos e novos. (…)
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Chuburna é uma vila piscatória próxima de Mérida, Iucatã, com praias repletas de vegetação e mar de águas tranquilas (agora bastante mais agitadas pela passagem do furacão Milton). É aqui, diante do Golfo do México, que se iniciará mais uma etapa da áudio-caminhada TERRA NULLIUS, um projeto que tenta capturar uma ‘experiência do lugar’ cruzando-a com narrativas pessoais e coletivas. Um espetáculo que transborda do espaço do teatro, ocupando a geografia urbana da cidade e o espaço virtual de discussão e pensamento. (…)
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Se, de alguma forma, o material procura transmitir parte da experiência dos mineiros isolados na caverna, parece justo afirmar que, nesse movimento, a obra também arquiteta um conteúdo capaz de fazer a própria plateia perceber o lugar dos criativos e das criativas, necessitando dar conta da experiência de criação de uma obra cujos vetores se mostram escuros, quase invisíveis (…)
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Como vai ser ver o mar de novo, pela primeira vez? Mergulhar no mar, não nesta piscina de pedra, mas no mar que parece que não acaba mais? Como vai ser ver o céu estrelado à noite outra vez, pela primeira vez? Como vai ser acordar pela primeira vez fora do buraco? Vamos sentir alívio, pavor, tristeza, prazer, angústia, paz? Fazer sexo de novo pela primeira vez? (…)
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Este longo e árduo percurso começou há 15 anos, quando um grupo de brasileiros se juntou a um grupo de portugueses para criar três espetáculos em três semanas, num verão particularmente quente de Lisboa. Quando chegámos, fechámo-nos todos numa pequena sala de ensaios, olhámos uns para os outros e perguntámos: “E agora?” (…)
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